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Advogados do ministro Marco Buzzi apresentam laudo de disfunção erétil que, segundo eles, contestaria versão de vítima

Em resultado inédito, ministro do STJ Marco Buzzi é condenado à perda do cargo O Superior Tribunal de Justiça aplicou uma pena inédita a um integrante da Corte. Por maioria absoluta, o plenário condenou o ministro Marco Buzzi à perda do cargo depois de acusações de assédio e importunação sexual. Foi a primeira decisão do tipo desde o fim da aposentadoria compulsória. O julgamento durou cinco horas. A sessão foi fechada, sem imagens e sem a imprensa. No plenário, apenas ministros, juízes auxiliares e os advogados. Marco Buzzi usou uma entrada reservada e acompanhou a sessão da plateia. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Ministro do STJ, ele está afastado desde fevereiro de 2026, quando o STJ passou apurar denúncias de duas mulheres. Uma jovem de 18 anos afirmou ter sido agarrada por Buzzi enquanto estava no mar, durante uma visita com os pais à casa do ministro em Santa Catarina. Uma ex-servidora do gabinete de Buzzi disse ter sofrido assédio sexual e importunação enquanto trabalhava com ele. 1 de 1 Advogados do ministro Marco Buzzi apresentam laudo de disfunção erétil que, segundo eles, contestaria versão de vítima — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução A defesa de Marco Buzzi alegou que os depoimentos das vítimas traziam contradições, e não foram comprovados. Durante o processo, os advogados apresentaram um laudo de disfunção erétil que, segundo eles, contestaria a versão de uma das vítimas. 24 votaram pelo afastamento com perda do cargo pelas acusações de assédio sexual e importunação;quatro ministros votaram pela aposentadoria compulsória. Com a decisão, o ministro segue afastado. O caso será levado para a Advocacia-Geral da União, que terá até 30 dias para apresentar uma ação no Supremo. Caberá ao STF declarar a perda do cargo e salário. O Supremo também vai julgar se Marco Buzzi perderá outros benefícios e terá de devolver valores recebidos de aposentadoria proporcional. É a primeira vez que um ministro é punido com a perda de cargo e salário, a nova pena máxima para violações graves. No início da semana, o CNJ - Conselho Nacional de Justiça regulamentou uma decisão do STF - Supremo Tribunal Federal sobre as novas punições. Até então, a sanção mais grave era a aposentadoria compulsória - quando o juiz era punido, mas continuava recebendo salário. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM STJ decide punir Buzzi com perda de cargo após denúncias de assédio e importunação sexualAdvogada de Buzzi contesta denúncias de assédio sexual e diz que registros de entrada no STJ contradizem acusaçõesCNJ aprova fim da aposentadoria compulsória como punição máxima a juízes; demissão passa a ser prevista
06/08/2026 (00:00)

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