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EUA e Irã disputam resgate de piloto de caça abatido em área de fronteira

Iranianos pegam em armas para tentar capturar piloto americano desaparecido O piloto americano do caça derrubado na última sexta-feira (3) no Irã, segue desaparecido. Moradores iranianos pegaram em armas para tentar achar e capturar o militar. É uma corrida contra o relógio. Quem vai achar primeiro o piloto do caça derrubado pelo Irã? Os iranianos, para capturá-lo, ou os americanos, para resgatá-lo? A TV estatal do Irã exibiu imagens de homens armados percorrendo montanhas distantes em busca do militar. O regime oferece uma recompensa equivalente a R$ 340 mil a quem der informação sobre o piloto ou entregá-lo às autoridades. O caça F-15 foi derrubado numa região perto do Iraque. Os dois pilotos se ejetaram de paraquedas. Um foi rapidamente encontrado e salvo pelos americanos. A Força Aérea Americana tem unidades especiais treinadas para esse tipo de resgate, que estão vasculhando a área com helicópteros. A Guarda Revolucionária do Irã declarou, neste sábado (4), que tribos de nômades atiraram e atingiram esses helicópteros. Segundo as autoridades americanas, militares ficaram feridos, mas conseguiram escapar e voltar às bases. Aviões de combate acompanham as buscas com paraquedistas a bordo, incluindo paramédicos. Um dos piores cenários, é de que essa operação leve a um combate corpo a corpo com forças iranianas. Trump, desde o início da guerra, tem anunciado que está vencendo o Irã no conflito. E diz ter destruído a defesa antiaérea do país. Mas o Irã conseguiu derrubar, na última sexta, dois aviões americanos. Os militares do Irã alegam ter usado um novo sistema de defesa. O risco de que o Irã capture um militar americano lembra a crise do fim dos anos 1970 e início dos 80, quando a embaixada americana em Teerã foi invadida e diplomatas mantidos como reféns por mais de um ano. O então presidente Jimmy Carter ordenou uma operação de resgate que fracassou. Como parte do acordo para libertar os reféns, os Estados Unidos prometeram não intervir militarmente no Irã. A crise é apontada como um dos fatores que levaram à derrota do presidente Jimmy Carter, na eleição de 1980, e à vitória de Ronald Reagan. Nunca mais os dois países tiveram relações diplomáticas. Neste sábado, o presidente Donald Trump voltou a dar um ultimato ao Irã. Trump lembrou o prazo de 6 de abril, anunciado por ele mesmo na semana retrasada, para que o Irã feche um acordo. Numa rede social, Trump escreveu: “lembram-se de quando dei ao Irã dez dias para fazer um acordo ou abrir o estreito de Ormuz? O tempo está se esgotando – 48 horas antes que o inferno se abata sobre eles. Glória a Deus!” Em ameaças anteriores, Trump prometeu destruir todas as usinas elétricas do Irã e as usinas de dessalinização, que transformam a água do mar em água potável. E também as instalações de petróleo do país. Em outra frente, o Departamento de Estado americano informou que prendeu a sobrinha e a sobrinha-neta do general iraniano Qasem Soleimani. Ele era um dos comandantes da Guarda Revolucionária e foi morto por ordem de Donald Trump no primeiro governo dele, em 2020. As parentes presas são acusadas de fazer propaganda do regime terrorista do Irã, segundo o governo americano. Elas moravam em Los Angeles e tinham green card, o visto de residente permanente. Mas uma filha de Soleimani declarou que as duas mulheres presas não são parentes do general e que ele nunca teve familiares vivendo nos Estados Unidos. LEIA TAMBÉM Empresário é procurado pela PF por suspeita de comprar dados sigilosos da esposa de Moraes
04/04/2026 (00:00)

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