Fachin busca equilíbrio no STF em caso de sigilo da fonte de jornalista
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Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). — Foto: Victor Piemonte/STF/Reprodução O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, evita se posicionar em temas que pidem o plenário da Corte. Mas a operação da Polícia Federal que apreendeu celulares, computadores e documentos de uma possível fonte de reportagens sobre o ministro Flávio Dino, mudou isso. O ministro Alexandre de Moraes autorizou a operação a pedido da PF. Um dos alvos foi Raimundo Cutrim, que já ocupou a Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria de Assuntos Legislativos do Maranhão. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Segundo a PF, Raimundo Cutrim seria a fonte do jornalista Luís Pablo, acusado de perseguir o ministro Flávio Dino. A polícia chegou até o nome de Raimundo depois de apreender, em março de 2026, dois celulares, um notebook e um pendrive do jornalista. Agora no g1 LEIA TAMBÉM Moraes determina investigação contra fonte de jornalista em reportagem sobre DinoFachin defende sigilo da fonte jornalística e indica que decisão de Moraes para investigar jornalista deve ser levada ao plenário do STF 2 de 2
Depois da operação contra fonte jornalística, ministros do Supremo defendem a liberdade de imprensa — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução A ordem para apurar quem vazou informações ao jornalista Luiz Pablo partiu de decisão monocrática de Moraes. Ministros fora do grupo de Moraes e Dino questionaram internamente se a decisão deveria ter sido inpidual, e se o jornalista, sem foro por prerrogativa de função, justificava o debate dentro do STF. Também não está definido se o jornalista participou do monitoramento a Dino ou apenas recebeu e pulgou informações de terceiros. A diferença determina se a conduta é crime ou exercício da atividade de imprensa. O episódio reabre uma pisão que já aparecia nas discussões sobre o código de conduta da Corte e no caso Master: de um lado, Moraes, Dino e Gilmar Mendes; de outro, Fachin e Cármen Lúcia. A fala de Fachin busca equilibrar o apoio a Dino, a defesa da liberdade de imprensa e a promessa de que o colegiado vai decidir o caso. Cármen Lúcia repetiu o argumento de que a proteção à imprensa não se confunde com crime. Moraes, como relator, disse haver provas de crime e indícios de autoria, e separou jornalismo investigativo de jornalistas investigados por crime. GloboPop: veja os vídeos do palco da Julia Dualibi