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Flávio critica STF e ataca governo Lula durante audiência sobre tarifas de Trump nos EUA

Flávio Bolsonaro chega a audiência nos EUA sobre tarifaço O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dedicou parte do discurso que fez nesta terça-feira (7), na audiência nos Estados Unidos sobre a aplicação de tarifas contra produtos brasileiros, a fazer críticas contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e ataques a governos do presidente Lula e do PT. Durante pronunciamento feito em inglês, Flávio repetiu argumentos que apresentou em uma manifestação enviada ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) na semana passada. Nesta terça, o pré-candidato do PL voltou a pedir que o tarifaço não seja aplicado e disse que a medida, se imposta pela gestão Trump, pode beneficiar Lula em um ano eleitoral. "[As ordens sigilosas] foram emitidas por ministros do Supremo Tribunal Federal e pela administração do presidente Lula. As medidas decorrem de decretos do Poder Executivo e de decisões judiciais, e não de leis aprovadas pelo parlamento", afirmou Flávio. Sobre a questão da corrupção no Brasil citada em investigação do USTR que propõe a aplicação de tarifas contra o Brasil, Flávio disse que esse tema é um dos maiores "desafios enfrentados pelo povo brasileiro". Na sequência, o pré-candidato do PL disse que os casos de corrupção apurados no Brasil tem "responsáveis identificáveis". E citou os escândalos do Mensalão, da Lava Jato, de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Banco Master, como exemplos. Flávio Bolsonaro disse que esses casos ocorreram em governos liderados pelo PT. O senador não mencionou, contudo, o suposto envolvimento de políticos do PL, partido ao qual é filiado, no Mensalão e na Lava Jato. Também não disse que o esquema de fraudes no INSS teria começado, segundo as investigações da Polícia Federal, em 2019 – na gestão Jair Bolsonaro e continuado na atual gestão de Lula. Ainda em relação a essa temática, Flávio Bolsonaro disse que o Brasil viveu quatro anos (2019-2022) sob a presidência de seu pai "sem um único grande escândalo de corrupção". "A corrupção tornou-se uma característica marcante da esquerda política brasileira. O povo brasileiro não deve ser punido por isso", afirmou Flávio. Na gestão Bolsonaro, a Polícia Federal investigou, por exemplo, um suposto esquema de desvio de verbas da educação, pelo qual um ex-ministro da Educação chegou a ser preso. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid investigou também o possível pagamento de propina a agentes públicos do Ministério da Saúde na negociação da compra de vacinas contra a doença causada pelo coronavírus. Eleições No discurso, Flávio Bolsonaro afirmou que este é o "pior momento" para a imposição de tarifas contra o Brasil pela gestão Donald Trump. 🔎Em 15 de julho termina o prazo para os EUA decidirem se vão colocar em prática tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. "O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Daqui a apenas 90 dias, o cenário político do país será completamente diferente", introduziu Flávio. PIX Também na audiência, Flávio saiu em defesa do PIX – ferramenta de pagamentos instantâneos desenvolvida pelo Banco Central implementada na gestão Jair Bolsonaro. Flávio disse que o sistema não "é o problema", mas, sim, uma "solução", por ter ampliado a inclusão financeira, integrando milhões de brasileiros pobres à economia formal. "Além disso, [o PIX] continua beneficiando diretamente empresas americanas, já que o volume de transações realizadas por cartões emitidos por bandeiras dos Estados Unidos segue crescendo junto com a ampla adoção do PIX, porque esses serviços são complementares, e não concorrentes ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos", disse. O PIX virou um motivo de embate entre as pré-campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. O lado petista tem dito que a ferramenta é do Brasil e não está em negociação. O lado bolsonarista tem frisado a implementação do mecanismo na gestão Jair Bolsonaro. Posição do governo Lula Na semana passada, o governo brasileiro apresentou uma resposta formal à conclusão da investigação dos Estados Unidos sobre a proposta do novo tarifaço. O Executivo também afirmou que críticas americanas ao PIX e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) não são questões comerciais, mas pergências sobre políticas internas brasileiras. Segundo o Itamaraty, usar esses temas para justificar sanções comerciais ampliaria excessivamente o alcance da legislação americana usada na investigação. Esta terça-feira é o segundo dia de audiências promovidas pelo USTR. A participação de interessados no debate depende de inscrição. Flávio Bolsonaro se inscreveu e teve cerca de cinco minutos para fazer suas considerações. O governo federal não mandou representantes para falar pelo Executivo, mas enviou observadores. Representantes de áreas técnicas e do setor produtivo apresentaram seus argumentos no primeiro dia. O colunista do g1 Valdo Cruz apurou que, apesar das colocações técnicas feitas por representantes do setor produtivo brasileiro, a decisão do USTR deve ser política. 1 de 1 Senador Flávio Bolsonaro em audiência dos EUA contra tarifas — Foto: Divulgação
07/07/2026 (00:00)

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