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Legislativo rende homenagem ao protagonismo de mulheres na segurança pública

A Alepe homenageou nesta quinta (19), durante um Grande Expediente Especial, as mulheres que atuam na segurança pública em Pernambuco. A atividade ressaltou a importância e a competência dessas profissionais ao se arriscarem diariamente para proteger a população.  A iniciativa da homenagem foi do deputado Joel da Harpa (PL). Ele assinalou que a bravura dessas mulheres também é demonstrada no combate ao machismo:  “Antes mesmo de enfrentarem o crime, vocês enfrentam o preconceito; antes de serem reconhecidas, muitas vezes foram desacreditadas; antes de serem respeitadas, tiveram que provar todos os dias que eram capazes. E provaram com competência, disciplina e coragem”, disse. “Hoje, ninguém pode negar: vocês não apenas ocupam espaço na segurança pública, mas são essenciais para ela”, emendou.  Representatividade A perita papiloscopista Pollyana da Silva Marinho expôs situações de machismo cotidiano que enfrenta tanto no trabalho quanto em casa. “Espero que esse momento ecoe além dessas paredes, que alcance cada mulher que, mesmo sem aplausos, segue firme. Porque ser mulher na vida e na segurança, é um ato diário de bravura”, agregou a escrivã de Polícia Civil Conceição Maria de Souza.  Delegada da Polícia Federal, Carla Amaral, destacou o estigma enfrentado pelas mulheres, mas salientou avanços recentes, como a maior presença de mulheres em cargos de liderança. Ela também apontou a maior sensibilidade feminina em abordagens e detenções, relembrando histórias de sua carreira.  “Não estamos ali para competir com os colegas homens. Estamos ali para mostrar que o espaço existe e podemos ocupar. Nós lidamos com os fatos que envolvem pessoas, famílias, pessoas, comunidades inteiras. Então, estamos ali tendo um outro olhar, um outro sentir”, disse.  Subcomandante do grupo marítimo do Corpo de Bombeiros, a major Grace Kelly, disse que a dupla jornada feminina contribui para uma atuação mais sensível na segurança pública. Também lembrou que mulheres só ingressaram na corporação de bombeiros em 2004 e hoje são 293 em Pernambuco, um número ainda pequeno.  “A gente vê a importância desse olhar diferenciado, essa perspectiva de formulação de políticas que sejam mais democráticas, que atendam a todos. Além de trabalharmos, temos outras missões, como as de mãe e educadoras, que nos trazem uma bagagem maior”, pontuou.  Violência de gênero Tenente-Coronel da Polícia Militar, Lúcia Helena lembrou que apenas em 1983 as mulheres passaram a compor a corporação. A policial falou sobre a necessidade da união feminina e comentou o crescimento da violência contra mulher. “Por que tantos homens não admitem que uma mulher não quer mais eles e matam? É muito triste o que está acontecendo com as mulheres na nossa sociedade. A gente precisa se apoiar mais, ter mais sororidade”, defendeu.  Representante da Polícia Rodoviária Federal, Priscila Villanueva apresentou um resumo histórico falando das conquistas das mulheres nos últimos séculos, citando os direitos a voto, pórcio, independência, trabalho e casamento homoafetivo. Também pediu justiça pelas mulheres violentadas diariamente no Brasil.  “A nossa união é extremamente necessária e urgente e precisamos fortalecê-la. Nós sabemos o que passamos, o que é ser mulher todos os dias, e a gente não quer mais viver com medo”, desabafou. Também compuseram a mesa de trabalhos a subcomandante da Guarda Civil Municipal de Jaboatão dos Guararapes, Marcione Maria da Silva; a agente do Instituto de Medicina Legal, Tamires Meira de Menezes, e a policial penal Kissia Barbosa Souto.
19/03/2026 (00:00)

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